Visita guiada

Breve apresentação histórica

A Sé do Funchal é o monumento de maior valor que a Região Autónoma da Madeira possui. Foi construída no último quartel do séc. xv e na primeira metade do séc. XVI, no reinado de D. Manuel, o qual colocou muito empenho na sua construção, oferecendo ainda muitas das obras ali existentes.

A Sé foi sagrada (dedicação) em 18 de Outubro de 1517, por D. Duarte, Bispo de Dume, enviado pelo primeiro Bispo da Diocese do Funchal, D. Diogo Pinheiro, prelado que nunca se deslocou a Madeira.

A Catedral tem a orientação litúrgica Este-Oeste, em forma de uma cruz latina (a cabeceira, o transepto, duas naves, a torre, o exterior e os anexos.


A FACHADA é construída em três panos, sendo o central em cantaria do Cabo Girão, no qual se recorta um portal gótico de oito arquivoltas, sendo o exterior em carena e prolongando-se, no cimo, num nicho que envolve uma custódia. É encimado pelas armas de D. Manuel. Este pano, é dividido em dois corpos que estão separados por uma faixa saliente. A parte superior e rematada por empena aguda, tendo no seu vértice uma cruz da ordem de Cristo. Possui ainda este corpo uma bela rosácea.

Os panos laterais são em alvenaria caiada, cegos e rematados no exterior por fortes cadeias de cantaria regional.

A ENTRADA é coberta por um coro que foi construído no ano de 1794. Possui uma importante pia de água benta em mármore que é do séc. XVIII, e tem ainda como pormenor importante e notável a porta, de madeira, original.


No altar de Nossa Senhora da Conceição no nicho central foi colocado como conjunto, Nossa Senhora e seus pais, Santa Ana e São Joaquim. Primitivamente, estas três esculturas não pertenciam ao mesmo grupo escultórico. São Joaquim e Santa Ana apresentam os braços descaídos, num gesto de segurar a mão de uma Nossa Senhora Menina. Assim as esculturas...

No altar do Senhor do Milagre mantem-se em termos gerais a estrutura de todos os outros altares rocaille das naves laterais, no qual no nicho central foi colocada a escultura de Cristo crucificado de uma oficina ibérica de finais do século XV, início do século XVI, proveniente segundo tradição não documentada do antigo Convento de São Francisco do...

A Sacristia da Sé do Funchal também conhecida como "sacristia nova" ou "sacristia maior", está hoje separada do corpo da igreja por um pequeno pátio acessível pela rua do Aljube, atrás da cabeceira manuelina. Originariamente, porém, integrava-se num conjunto de construções que rodearam totalmente a abside e a torre sineira, em grande parte demolido...

O Altar de São Miguel Arcanjo erigido em finais do séc. 18, aproveitando para peça central da devoção, uma imagem esculpida adquirida pela confraria de São Miguel da Sé em finais do séc. 17 a uma oficina continental portuguesa. Trata-se de um exemplar de São Miguel Arcanjo, apresentando indumentária de guerreiro, com o seu capacete emplumado,...

No nicho central podemos encontrar a imagem de São José com o Menino Jesus, de madeira estofada, policromada e dourada, proveniente de uma importante oficina lisboeta de meados do séc. 18, com imponentes resplendores de prata de época, assim como o ramo de açucena.

No altar de Nossa Senhora de Fátima, antes dedicado à Senhora do Rosário, podemos ver à direita a imagem de São João Batista e à esquerda a imagem de São João Evangelista, saídas com quase certeza da mesma oficina regional de meados do Séc. 17, no círculo de Manuel Pereira.

Deve datar de 1512, de quando o serviço religioso do Funchal foi transferido para a nova igreja, a assunção, pela corte de D. Manuel, das responsabilidades da elevação da nova igreja principal a sé, assunto que fora equacionado havia mais de uma dezena de anos, tal como expusemos atrás, e que ficou patente, também nessa data, na cativação de...

Cruz Manuelina

01-10-2020

Cruz Processional
Ourivesaria Portuguesa, Lisboa (?)
Primeiro quartel do século XVI
Prata dourada, relevada e cinzelada
Alt. 127 cm x larg. 55 cm
Sé do Funchal (guardada no Museu de Arte Sacra)

"É Jesus a felicidade que buscais" S. João Paulo II